terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Fartura da seca


Enfado, o dom massacrado
O gole bebido da carne
Dos lábios umedecidos,
Anseios pré-realizáveis.

Esperanças, agonias
Vasto contraste
Gotas contornáveis
Constante marasmo.

Daí, a chuva
Pingos na vasilha
Águas cálidas, zunidos
Enchente de aguardente!

Em linhas tortas,
Gracejos,
Contentamento generalizado,
Suor evaporado.

No ápice da queda,
Perspectiva renovada.
Abismo vital findado
A taça da glória trincada.


2 comentários:

  1. Há tempos que não aparecia, e que bom que ressurgi! Excelente, Ed!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, moça, que guardo boas recordações.

      Excluir